
Fluminense da Vila Alegria marca no fim, vence o Bazanela e conquista o Troféu Dilézio Wickert 2026
A tarde de sábado (21) parecia desenhada para mais um daqueles capítulos clássicos do futebol raiz. Céu fechado, chuva fina insistente, gramado pesado e "arquibancadas" cheias. Na Linha Bananeira, o cenário estava pronto. Faltava apenas o detalhe que decide histórias: o gol.
E ele demorou.
Fluminense da Vila Alegria e Equipamentos Bazanela/Juventude, de Matelândia, travaram uma final de nervos à flor da pele. Cada dividida era como se fosse a última. Cada bola disputada carregava o peso de uma temporada inteira. Dentro de campo, pouco espaço, muita marcação e dois goleiros decididos a não serem coadjuvantes.
Feltraco, pelo Fluminense, e Alan, pelo Bazanela, foram muralhas. Defenderam como quem sabia que qualquer erro poderia custar o título. E assim o tempo foi passando, arrastado, tenso, empurrando o jogo lentamente para aquilo que já parecia inevitável: os pênaltis.
Mas o futebol, às vezes, escolhe outro roteiro.
Quando o relógio já se aproximava do fim e o empate sem gols parecia definitivo, o Fluminense ainda acreditou. Foi para cima com o que restava de energia. Na insistência, na vontade, na raça. Pela linha de fundo, a jogada saiu quase no limite — como quem se recusa a aceitar o destino.
A bola foi cruzada.
E ali estava ele.
Gean Marco apareceu no lugar certo, na hora exata. Finalizou como quem entende o peso daquele momento. A rede balançou faltando menos de dois minutos. E, com ela, explodiu a Linha Bananeira.
Não foi só um gol. Foi o grito preso, foi o alívio, foi a recompensa.
O campo virou festa antes mesmo do apito final. Jogadores se abraçaram, a banda tocava, e a caravana que veio de Medianeira fazia barulho como se empurrasse o time até o último segundo — e empurrou.
Do outro lado, o Bazanela/Juventude deixou a competição invicto até a final e com status de favorito. Lutou como final pede, resistiu até onde deu, mas viu o título escapar no detalhe mais cruel do futebol: o fim.
Para o Fluminense, fica a consagração. Um título construído na persistência, decidido na coragem de não desistir quando tudo apontava para outro caminho.
Além da taça, a equipe ainda leva a premiação de R$ 8 mil. Mas, mais do que isso, leva uma história para contar.
Daquelas que só o futebol raiz sabe escrever.









